Acre registra 72 conflitos por posse de terra em 2025, diz Pastoral da Terra

O Acre registrou 72 conflitos por posse de terra em 2025, afetando sete mil trezentas e 71 famílias, segundo o relatório Conflitos no Campo – Brasil 2025, divulgado pela Comissão Pastoral da Terra.

Os episódios se concentram em municípios como Acrelândia, Cruzeiro do Sul, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Feijó, Manoel Urbano, Tarauacá, Plácido de Castro, Rio Branco, Sena Madureira, Santa Rosa do Purus, Xapuri, Assis Brasil, Brasileia e Bujari.

Em Rio Branco, 15 localidades registraram disputas, com destaque para os seringais Remanso, Cachoeira, São Francisco do Iracema, São Francisco do Espalha, Belo Horizonte, Humaitá, Macapá, Bagaço e São Bernardo, este último com o maior número de ocorrências. Também foram apontadas brigas por terra no Ramal do Otacílio, no Polo Agroflorestal Custódio Freire e no Ramal do Cacau.

A Reserva Extrativista Chico Mendes, onde vivem mil e oitocentas famílias, aparece como área permanente de conflito, com maior incidência nos meses de abril, junho e agosto de 2025.

Conflitos em terras indígenas foram registrados nas áreas dos povos Jaminawa do Igarapé Preto, em Cruzeiro do Sul. Campinas/Katukina, em Cruzeiro do Sul e parte de Feijó. Nikini, na Aldeia Kampum, em Mâncio Lima. E Alto Rio Purus, na Aldeia Nova Fronteira, nas terras de Santa Rosa do Purus e Manoel Urbano. Essas disputas refletem a tensão sobre a demarcação e o uso da terra nas regiões indígenas do estado.

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