A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) divulgou nesta terça-feira (21) um boletim epidemiológico que aponta 50 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas primeiras 27 semanas de 2026 no Acre. Destas, 51% ocorreram entre crianças e adolescentes de até 19 anos, evidenciando mudança no perfil das vítimas.
Em comparação, o mesmo período registrou 147 óbitos em 2024 e 97 em 2025, números superiores ao atual, porém a distribuição etária se invertiu. Até então, idosos eram maioria nos registros de SRAG.
O boletim indica que o grupo de 60 anos ou mais, que liderava as estatísticas nos últimos anos, apresentou queda em 2026. Em contrapartida, crianças de até nove anos tiveram o maior aumento de mortes no triênio analisado.
Os maiores números de óbitos foram contabilizados entre crianças menores de dois anos, de dois a quatro anos, de cinco a nove anos e adolescentes de dez a 19 anos. Entre os idosos ainda há registros, porém em quantidade menor que nos dois anos anteriores.
Além do aumento proporcional entre jovens, 2026 registra o maior volume de notificações de SRAG dos últimos três anos, totalizando 1.929 casos até a 27ª semana epidemiológica, número que supera os 1.412 registrados em 2025 e os 1.103 de 2024.
A Sesacre reforça que as síndromes respiratórias continuam exigindo atenção, sobretudo de crianças, idosos e pessoas com comorbidades. A orientação oficial inclui manter a vacinação contra a gripe em dia, praticar higiene frequente das mãos, observar etiqueta respiratória e usar máscara ao apresentar sintomas gripais ou em ambientes de maior risco de transmissão.
Em resposta ao cenário, a Sesacre anunciou ampliação da vigilância epidemiológica nas unidades de saúde e intensificação de campanhas de vacinação contra a gripe em escolas e creches, além de treinamento de profissionais para identificação precoce dos sintomas da SRAG.
