O Acre registrou 278 casos de pessoas desaparecidas entre janeiro e julho de 2026, conforme o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça. O número representa um acréscimo de 55 registros em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 223 casos.
Comparado ao ano anterior, o crescimento foi de 24,66%. A taxa de desaparecimentos subiu de 25,22 para 53,68 por 100 mil habitantes.
A distribuição mensal indica que abril foi o mês com maior número de registros, totalizando 48 desaparecimentos. Em seguida, fevereiro registraram 43 casos e maio, 44.
Os homens constituem a maioria dos desaparecidos: 169 dos 278 casos são do sexo masculino, 95 são do sexo feminino e 14 não tiveram o sexo informado. Em 2025, os números eram 139 homens, 76 mulheres e oito sem informação.
A maior parte das pessoas desaparecidas tem mais de 18 anos: 183 registros nessa faixa etária, 79 envolvem crianças e adolescentes de 0 a 17 anos e 16 não apresentaram idade informada. No mesmo período de 2025, foram 141 adultos e 79 menores, com três ausentes de informação.
Mesmo com o aumento, o Acre permanece entre as unidades da Federação com menor número absoluto de desaparecimentos, totalizando 278 registros. São Paulo lidera o ranking, com 12 .173 casos no mesmo intervalo.
O ranking divulgado pelo Sinesp coloca o Acre na última posição em número absoluto de desaparecimentos entre os estados.
Nesta semana, inicia-se uma força‑tarefa nacional para coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas. A mobilização ocorre de segunda‑feira, 24, até sexta‑feira, 28.
No Acre, a coleta será feita no Departamento de Polícia Técnico‑Científica, no Instituto de Análises Forenses, localizado na Avenida Antônio da Rocha Viana, 1248, bairro Bosque, em Rio Branco. O material genético coletado poderá ser cruzado com perfis de pessoas vivas ou mortas sem identificação nos bancos estaduais, distrital e nacional. A coleta é gratuita, indolor e recomenda‑se a participação de parentes de primeiro grau, como pais, filhos e irmãos.
O Ministério da Justiça esclarece que os dados de desaparecidos são obtidos de diferentes fontes e que o Sinesp‑VDE consolida indicadores de segurança pública a partir das informações fornecidas pelos gestores estaduais.
