O Acre segue entre os estados brasileiros em nível de alerta para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com dados da Semana Epidemiológica 22, compilados até 30 de maio.
O levantamento aponta tendência de crescimento dos casos a longo prazo e indica o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) como principal responsável pelas internações por doenças respiratórias graves no estado. Apesar disso, os pesquisadores identificaram sinais de desaceleração no avanço das infecções.
Em Rio Branco, a situação também chama atenção. A capital acreana está entre as cidades brasileiras que apresentam aumento sustentado de casos graves da doença, com crescimento das internações tanto entre crianças e adolescentes quanto entre idosos, grupo considerado mais vulnerável a complicações.
De acordo com a Fiocruz, poucas capitais do país registraram simultaneamente alta nas hospitalizações nas diferentes faixas etárias monitoradas.
No cenário nacional, o VSR respondeu por quase metade dos casos positivos de SRAG registrados nas últimas quatro semanas epidemiológicas analisadas, superando vírus como influenza A, influenza B, rinovírus e Covid-19.
As informações têm como base dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe. A Fiocruz recomenda a manutenção de medidas preventivas, especialmente entre crianças pequenas, idosos e pessoas com comorbidades, que apresentam maior risco de desenvolver quadros graves.
