O Acre aparece no topo do ranking da Região Norte em número de pessoas resgatadas de condições análogas à escravidão em 2025. Levantamento da Secretaria de Inspeção do Trabalho, órgão do Ministério do Trabalho e Emprego, aponta que 19 trabalhadores foram retirados dessa situação no estado ao longo do ano.
O quantitativo coloca o Acre à frente do Pará, que registrou 17 resgates, e na 14ª posição no cenário nacional. Os dados refletem ações de fiscalização realizadas em diferentes atividades econômicas e reforçam a presença do problema também em estados com menor população.
Além dos resgates, o estado apresentou aumento no número de empregadores incluídos no cadastro conhecido como “lista suja” do trabalho escravo. No último ano, o total de nomes passou de dois para três. As fiscalizações que resultaram nessas inclusões identificaram, ao todo, 52 trabalhadores em situação irregular.
Em âmbito nacional, mais de 2,7 mil pessoas foram resgatadas no ano passado. Um dos principais pontos destacados pelo Ministério do Trabalho foi a mudança no perfil das ocorrências, com o meio urbano superando, pela primeira vez, o meio rural em número de resgates.
Os estados com maior volume de ações fiscais foram São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Goiás. As atividades econômicas com mais trabalhadores resgatados incluem obras de alvenaria, administração pública, construção de edifícios, cultivo de café e extração de pedras e materiais para construção.
As fiscalizações também identificaram uma série de irregularidades recorrentes, como manutenção de trabalhadores em condições degradantes, falta de registro formal, ambientes de trabalho inseguros, descumprimento de exames médicos ocupacionais, ausência de equipamentos de proteção individual e falhas na comunicação obrigatória de admissões ao governo federal.
