Acre fica em 2º lugar na redução de homicídios, aponta Atlas da Violência

O Acre ficou em segundo lugar no ranking nacional de maior redução proporcional da taxa de homicídios no período de cinco anos, segundo o Atlas da Violência 2026, elaborado pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Entre 2019 e 2024, o estado registrou queda de 45,6% nas mortes por homicídio.

A única unidade federativa que superou o Acre foi Sergipe, com recuo de 46,2%. O Acre ainda ficou à frente de Goiás (‑42,4%) e do vizinho Roraima (‑39,3%), que ocupou a quarta posição no levantamento.

Nos comparativos de curto prazo, entre 2023 e 2024, o Acre liderou o ranking nacional de diminuição de assassinatos por 100 mil habitantes, reforçando a tendência de desaceleração da violência na região Norte.

Em contraste, Roraima reduziu 16,5% a taxa de homicídios – de 36,3 para 30,3 por 100 mil habitantes – e passou de 221 para 190 ocorrências estimadas. O desempenho acreano, tanto em áreas urbanas quanto rurais, tornou‑se referência setorial na região.

A nível nacional, a taxa de homicídios no Brasil caiu em média 8,2% no mesmo intervalo, estabilizando‑se em 23,4 mortes por 100 mil habitantes. Enquanto a parte ocidental da Amazônia mostrou leve retração, estados como Ceará (+44,2%), Maranhão (+25,8%), Piauí (+22,3%), Minas Gerais (+16,4%) e Rondônia (+15,6%) registraram aumentos significativos.

O FBSP alerta que a diminuição dos registros oficiais deve ser analisada com cautela, pois há presença de “homicídios ocultos”, calculados a partir das Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI). O crescimento das MVCI em alguns estados pode mascarar a real taxa de homicídios, exigindo aprimoramento dos institutos médico‑legais e das perícias criminais estaduais.

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