Acre está entre estados com menor participação feminina na disputa ao Senado

De acordo com levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgado nesta terça-feira (18), o Acre tem somente uma mulher concorrendo a uma vaga no Senado nas eleições de 2026. Com esse número, o estado integra o grupo dos oito com menor participação feminina, ao lado de Alagoas, Amazonas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Sergipe e Tocantins, que também apresentam apenas uma candidata.

Em contraste, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo concentram o maior número de candidatas ao cargo, com cinco mulheres em cada um desses estados.

Apesar do número reduzido, a presença de ao menos uma candidata representa um avanço para o Acre, que em 2018 não tinha nenhuma mulher na disputa senatorial. Neste pleito, pela primeira vez desde 2014, todos os 26 estados e o Distrito Federal contam com ao menos uma candidata ao Senado.

A situação estadual reflete a tendência nacional de baixa representatividade feminina nas candidaturas ao Senado. No país, as mulheres somam 69 candidaturas, o que corresponde a 22% do total de 314 concorrentes. Os homens respondem pelas restantes 245, ou78%.

A proporção nacional de candidatas cresceu19% em relação a 2022 e11,3% quando comparada a 2018, embora a participação feminina ainda não seja a maior das três últimas eleições. Em 2022, as mulheres representaram23,9% dos candidatos ao Senado.

A cota de gênero prevista na legislação eleitoral, que fixa um mínimo de30% e um máximo de70% de candidaturas de cada sexo por partido ou federação, não se aplica ao Senado, por se tratar de eleição majoritária. A regra vale apenas para as eleições proporcionais, como as de deputados federais, estaduais e distritais.

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