O dado, divulgado pelo IBGE na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, coloca o estado como o segundo com maior percentual da Região Norte.
Segundo o levantamento, 12,5% dos estudantes de 13 a 17 anos afirmaram já ter feito uso dessas substâncias ao menos uma vez. O índice fica atrás apenas do Amazonas, que lidera o ranking regional.
A diferença entre os estados no topo é pequena, mas indica um padrão: os maiores índices se concentram em áreas com maior circulação de drogas, muitas vezes ligadas a rotas de fronteira.
Na outra ponta, Amapá e Pará apresentam percentuais abaixo de 10%. Rondônia aparece logo atrás do Acre, também com índices elevados, enquanto Roraima e Tocantins ocupam posições intermediárias.
Apesar da posição no ranking, os dados mostram uma queda em relação à edição anterior da pesquisa, realizada em 2019 — movimento que acompanha a tendência nacional.
O recuo, no entanto, não reduz o alerta.
Um dos principais pontos de atenção é o início precoce do uso. Parte dos estudantes brasileiros relata ter experimentado drogas antes dos 13 anos, o que aumenta o risco de dependência e de impactos duradouros na saúde.
A PeNSE é considerada o principal levantamento sobre hábitos e condições de saúde de estudantes no país e serve de base para políticas públicas, especialmente na área de prevenção.
O estudo também aponta mudanças no comportamento dos jovens nos últimos anos: enquanto o consumo de cigarro tradicional e álcool diminuiu, o uso de cigarros eletrônicos avançou — mesmo com a comercialização proibida no Brasil.
Para pesquisadores, o ambiente escolar continua sendo o principal espaço para ações preventivas. Com mais de 90% dos adolescentes frequentando a escola, o local é visto como estratégico para campanhas educativas e políticas de saúde voltadas à juventude.
