A apresentadora de televisão egípcia Sarah Khalifa e outras 11 pessoas foram condenadas à morte por enforcamento após serem consideradas culpáveis por acusações relacionadas a drogas.
De acordo com o jornal estatal al‑Ahram, os réus integravam uma quadrilha que importava ingredientes químicos destinados à produção de narcóticos, com a intenção de revendê‑los. A investigação também apontou a posse de armas de fogo e munições ilegais.
Khalifa, de 39 anos, ficou conhecida pelo programa “Missão Impossível”, que tratava de questões criminais no Egito. Ela negou todas as imputações, afirmando não ter envolvimento com o tráfico.
Além da sentença de morte, nove dos acusados receberam prisão perpétua, enquanto sete foram absolvidos, totalizando 28 réus no processo.
O advogado de Khalifa declarou que a defesa pretende recorrer da pena de morte, argumentando que a condenação viola princípios de direito internacional.
O veredicto foi divulgado pela primeira vez no mês passado, mas só foi confirmado um mês depois, após o tribunal obter o parecer religioso do grão‑mufti, exigência legal para casos de pena capital no país.
Durante o julgamento, o tribunal registrou a apreensão de mais de 750 kg de narcóticos e das matérias‑primas importadas para a sua fabricação. Vinte testemunhas prestaram depoimento à promotoria, complementados por provas eletrônicas, como conversas e vídeos. Em audiência em setembro, Khalifa afirmou que nunca havia visto drogas até ser fotografada com elas nas instalações da autoridade antidrogas.
Um relatório da Anistia Internacional de 2025 apontou 492 condenações à morte no ano, das quais 23 foram executadas. O documento ressaltou que os réus foram julgados por tráfico de drogas e estupro, crimes que não configuram homicídio intencional, e que a aplicação da pena de morte deveria ser limitada conforme o direito e as normas internacionais.
Fonte: BBC News Brasil
