Um gesto quase automático praticado por milhares de pessoas durante crises alérgicas ou episódios de cansaço extremo pode trazer graves consequências para a visão.
O médico oftalmologista Vinícius Tadashi, integrante do quadro de especialistas do Instituto Curitiba de Saúde (ICS), alerta que o hábito constante de coçar os olhos favorece o surgimento de infecções, quadros inflamatórios e alterações definitivas na estrutura da córnea.
Segundo o profissional, a prática é vista equivocadamente como um ato banal, mas carrega o potencial de agravamento de enfermidades preexistentes no aparelho visual.
“Coçar os olhos muitas vezes é tido como algo inofensivo ou simplesmente acaba passando despercebido diante da correria do dia a dia. Porém, esse simples ato pode trazer prejuízos para a saúde ocular.”
A origem do prurido ocular ultrapassa o campo estritamente oftalmológico, relacionando-se frequentemente a gatilhos ambientais e sistêmicos.
Condições clínicas como rinite alérgica, asma, dermatite atópica, síndrome de Down e fadiga visual atuam como fatores desencadeadores da coceira.
No âmbito ocular direto, o sintoma associa-se à conjuntivite alérgica, síndrome do olho seco, blefarite e ao uso inadequado de lentes de contato sem a devida higienização.
Em situações nas quais a irritação persiste, especialistas orientam recorrer a métodos paliativos seguros até a consulta profissional.
Para mitigar o incômodo sem aplicar força sobre as pálpebras, recomenda-se a aplicação de compressas frias sobre a região, o uso de colírios lubrificantes com orientação médica prévia e a higienização rigorosa dos anexos oculares e das lentes de contato.
Quando a manifestação da coceira é frequente, de alta intensidade ou acompanhada por sinais como vermelhidão, dor, secreção purulenta ou alteração no campo de visão, a busca por diagnóstico especializado torna-se indispensável.
“O mais importante é manter o acompanhamento com seu médico oftalmologista, buscando uma avaliação mais individualizada e um tratamento e seguimento mais personalizados”, destaca Vinícius Tadashi.
Fonte: Terra Saúde
