Conhecida popularmente como cúrcuma branca, a zedoária (Curcuma zedoaria) é uma planta aromática e medicinal nativa de regiões tropicais da Ásia, da mesma família botânica do gengibre e do açafrão tradicional.
Amplamente difundida na Índia, China e Japão, a espécie tem o rizoma subterrâneo utilizado na medicina tradicional para aliviar quadros de má digestão, gases, afecções hepáticas, gengivite e problemas respiratórios leves.
A forma de consumo mais habitual é a decocção do caule seco fervido em água, método popularmente empregado como solução caseira para desconfortos estomacais e intestinais.
Apesar da popularidade secular do chá de zedoária, especialistas e entidades de saúde reforçam que as evidências científicas sobre seus reais benefícios em seres humanos são extremamente escassas.
As pesquisas disponíveis concentram-se majoritariamente em testes pré-clínicos realizados em laboratório (in vitro) ou em modelos animais, o que impede a extrapolação direta dos resultados para a ingestão da bebida por pessoas.
Embora uma revisão sistemática publicada em 2019 tenha indicado potenciais ações anti-inflamatórias, antioxidantes, cicatrizantes e protetoras do fígado para plantas do gênero Curcuma, faltam ensaios clínicos randomizados que atestem sua eficácia e segurança na rotina diária.
Diante da falta de dados conclusivos sobre dosagens ideais e eventuais reações adversas, o consumo do chá deve ser encarado apenas como um suporte sintomático temporário, jamais substituindo tratamentos médicos convencionais para patologias gastrointestinais ou hepáticas.
A presença de compostos fenólicos na planta sugere propriedades interessantes para o organismo, mas o acompanhamento de um profissional de saúde permanece indispensável antes de iniciar o uso contínuo de qualquer fitoterápico.
Pessoas com condições de saúde pré-existentes, gestantes e lactantes devem redobrar a atenção e evitar a automedicação, garantindo que o uso de bebidas medicinais ocorra de forma segura e orientada.
Fonte: Terra Saúde
