Quem tem gato costuma se deparar com situações curiosas. Quando chega um novo animal, surge uma visita que recebe muita atenção ou ocorre alguma alteração na rotina, o felino pode mudar seu comportamento de forma perceptível.
Ele pode miar com mais frequência, se esconder, arranhar móveis ou até fazer xixi fora da caixa de areia. Essa reação desperta a dúvida frequente: será que os gatos sentem ciúmes?
A ciência ainda não comprova que os felinos experimentam ciúmes da mesma maneira que os humanos. O que se sabe é que eles respondem intensamente a mudanças no ambiente, na rotina e nas interações sociais, o que pode ser interpretado como ciúme.
Para o gato, o espaço onde vive representa segurança. A presença de outro animal, a chegada de uma pessoa nova ou alterações na disposição dos móveis podem romper a previsibilidade que ele considera normal.
Essas modificações explicam por que alguns gatos parecem incomodados ao dividir a atenção do tutor. Um felino normalmente sociável pode se afastar, outro pode vocalizar mais quando o dono está focado em outra pessoa, e ainda podem surgir arranhões em locais diferentes, marcações com urina ou tentativas de se colocar entre o tutor e o novo animal.
A primeira recomendação é evitar broncas e punições. Segundo a Feline Veterinary Medical Association, repreensões físicas aumentam o estresse e podem intensificar comportamentos indesejados. Em vez disso, é indicado observar as necessidades do animal e adaptar o ambiente para reduzir a tensão.
É útil disponibilizar locais seguros para o gato se refugiar, como caixas, tocas ou áreas elevadas. Em residências com mais de um gato, a associação recomenda separar recursos essenciais – comida, água, caixas de areia, áreas de descanso e brinquedos – para evitar disputas.
Manter interações positivas e previsíveis também ajuda a minimizar o estresse. Brincadeiras regulares e momentos de carinho são parte das necessidades ambientais do felino. Quando ele quiser se afastar, ofereça-lhe um espaço onde possa se sentir protegido, sobretudo se houver outros animais ou mudanças recentes.
Caso o comportamento persista, como aumento da vocalização ou eliminação fora da caixa, é importante observar a situação e, se necessário, procurar avaliação veterinária. Problemas médicos, como infecções urinárias ou dor, podem ser a causa subjacente, e não apenas uma reação emocional. Identificar a origem da mudança e agir de forma preventiva ou terapêutica garante o bem‑estar do gato.
Fonte: Terra Saúde
