A frutose, açúcar presente no açúcar comum e no xarope de milho rico em frutose, pode ter papel maior no ganho de peso e nas doenças metabólicas do que se pensava. Uma revisão publicada na revista Nature Metabolism sugere que ela não deve ser vista apenas como “caloria vazia”.
Os autores explicam que o organismo metaboliza a frutose de forma distinta da glicose. Enquanto a glicose é rapidamente utilizada como fonte de energia por diversas células, a frutose segue rotas que favorecem a síntese e o acúmulo de gordura.
Esse caminho metabólico também reduz a energia disponível nas células e produz compostos ligados à disfunção metabólica, o que, a longo prazo, pode favorecer obesidade, resistência à insulina, síndrome metabólica e maior risco cardiovascular.
A revisão ainda ressalta que a frutose não provém apenas de alimentos e bebidas adoçadas. O próprio corpo pode produzi‑la a partir da glicose, o que torna sua influência nas doenças metabólicas ainda mais complexa.
Em tempos de escassez, esse mecanismo ajudava a armazenar energia para sobrevivência. Hoje, com a abundância de ultraprocessados, o mesmo processo pode impulsionar doenças crônicas.
Fonte: Terra Saúde
