Dia dos Pais: veja cinco dicas para ajudar seu pai a cuidar da saúde

No Dia dos Pais, celebrado neste domingo (9), demonstrar carinho pode ir além de presentes tradicionais.

No Brasil, a saúde masculina ainda enfrenta barreiras culturais. Dados do Ministério da Saúde mostram que os homens vivem, em média, 7,1 anos a menos que as mulheres e têm risco entre 40% e 50% maior de morrer por doenças crônicas, como problemas cardiovasculares e respiratórios.

A principal causa dessa disparidade é a baixa procura por serviços de saúde, que resulta em diagnósticos tardios e tratamentos mais complexos.

Uma primeira atitude prática é reunir todos os resultados de exames, comprovantes de vacinação e receitas em uma única pasta ou plataforma. O acesso rápido aos documentos evita a perda de informações importantes e impede a repetição desnecessária de exames já realizados.

Manter um registro claro dos remédios de uso contínuo, com nome, dosagem e frequência, também é essencial. Em situações de emergência ou em nova consulta, a lista auxilia o profissional de saúde a tomar decisões seguras.

Como muitos homens não sentem sintomas imediatos, esquecem retornos e exames preventivos. Criar um calendário compartilhado entre pais e filhos ajuda a manter o acompanhamento em dia, garantindo que vacinas e check‑ups de rotina não fiquem para depois.

Especialistas recomendam ter à mão uma lista com os contatos de todos os profissionais que acompanham o pai, como cardiologistas, urologistas e endocrinologistas. Essa organização facilita o agendamento e agiliza o contato com as equipes médicas em casos de urgência.

Conversar sobre o histórico de doenças na família e incentivar o pai a relatar sintomas persistentes – dores, falta de ar, dificuldade de locomoção – é fundamental. Conhecer a genética familiar aumenta a velocidade e a precisão de futuros diagnósticos.

As novas gerações precisam quebrar esse padrão de homens ‘descuidados’. No Dia dos Pais, uma forma de demonstrar carinho pode ser justamente facilitar a rotina de saúde com atitudes simples. Ao fazer isso, o filho também preserva informações que podem ser importantes para consultas futuras, quando se torna responsável legal pelo pai e precisa conversar e tomar decisões com os médicos”, afirma Lucas Santiago, cofundador da MYME, healthtech brasileira.

Fonte: CNN Brasil Saúde

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