Estudo relaciona 5 planos alimentares saudáveis à longevidade

06 de agosto de 2026 (Bibliomed). Certas abordagens alimentares estão associadas a menor mortalidade e maior longevidade saudável. Normalmente, esses padrões compartilham muitos componentes comuns, como a inclusão de alimentos ricos em nutrientes e a redução da ingestão de alimentos menos densos nutricionalmente.

Embora a alimentação seja um fator modificável, outros aspectos não podem ser alterados, como a genética. Pesquisas indicam que indivíduos com predisposição genética para vida curta têm cerca de 21% mais chances de morrer precocemente que aqueles geneticamente inclinados a viver mais.

Um estudo conduzido pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Huazhong, na China, analisou o impacto dos hábitos alimentares na expectativa de vida independentemente da predisposição genética. Os pesquisadores utilizaram dados dietéticos e genéticos de mais de 100 mil participantes do UK Biobank, um banco de dados de saúde de longo prazo, acompanhados por dez anos.

Durante o acompanhamento, foram avaliados cinco padrões alimentares reconhecidos: a Dieta de Redução do Risco de Diabetes (DRRD), o Índice Alternativo de Alimentação Saudável (AHEI), a dieta mediterrânea, a dieta DASH e a dieta baseada em alimentos vegetais.

Ao modelar a expectativa de vida aos 45 anos, constatou‑se que quem segue mais de perto esses planos alimentares tem uma projeção de viver vários anos a mais em comparação com quem adota hábitos menos saudáveis.

As estimativas de ganho de longevidade variam entre os padrões: a dieta mediterrânea acrescenta cerca de 2,2 anos para homens e 2,3 para mulheres. A DRRD, aproximadamente três anos para homens e 1,8 para mulheres. A dieta DASH, 2,3 anos para homens e 1,6 para mulheres. A dieta à base de plantas, 1,9 anos para homens e 1,5 para mulheres. E o AHEI, quase 2,4 anos para homens e 1,9 para mulheres.

Os resultados apontam que componentes como grãos integrais, frutas e vegetais são particularmente decisivos para esses benefícios, enquanto o consumo de bebidas açucaradas mostrou efeito oposto, reduzindo a expectativa de vida.

Fica evidente que escolhas alimentares alinhadas a esses padrões podem contribuir significativamente para prolongar a vida saudável, mesmo diante de fatores genéticos desfavoráveis.

Fonte: Terra Saúde

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