Celebrado em cinco de agosto, o Dia Nacional da Saúde reforça a importância da prevenção e dos hábitos que contribuem para a qualidade de vida.
Além da alimentação equilibrada, da prática de atividade física, do sono reparador e dos exames preventivos, especialistas apontam outro cuidado essencial: a saúde do cérebro.
A data foi instituída pela Lei nº 5.352/1967 em homenagem ao médico e sanitarista Oswaldo Cruz, nascido em cinco de agosto de 1872, e tem como objetivo ampliar o debate sobre a prevenção de doenças e a adoção de hábitos que favorecem o bem‑estar físico, mental e cognitivo.
Elisiário Silva Netto, 92 anos, ilustra o conceito de envelhecimento ativo. Morador de São José dos Campos, interior de São Paulo, trabalhou por décadas como mecânico de aeronaves e, já na terceira idade, realizou o antigo sonho de aprender a pilotar aviões.
O interesse pela aviação surgiu na juventude, quando serviu ao Exército em Guaratinguetá na década de 1950. Anos depois fez o curso de pilotagem, chegou a atuar profissionalmente como piloto e hoje mantém a mente ativa por meio de atividades de estimulação cognitiva.
Manter a saúde do cérebro é tão importante quanto cuidar da saúde física. Afinal, é ele que coordena todas as funções do nosso organismo”, afirma Patrícia Lessa, diretora pedagógica nacional do Supera Estimulação Cognitiva.
A estimulação cognitiva reúne exercícios voltados ao desenvolvimento de habilidades como memória, atenção, concentração, raciocínio lógico, criatividade, linguagem e funções executivas.
Baseada na neuroplasticidade – capacidade do cérebro de criar e reorganizar conexões ao longo da vida em resposta a estímulos – a prática requer desafios constantes. Aprender um idioma, tocar um instrumento, resolver jogos de estratégia, estudar, fazer cálculos, escrever ou mudar deliberadamente hábitos da rotina são exemplos que favorecem a formação de novas conexões neurais.
Quando se repetem sempre as mesmas tarefas, o cérebro tende a economizar energia. Desafios inéditos, porém, fortalecem a reserva cognitiva, conjunto de recursos acumulados ao longo da vida por meio da educação, aprendizagem contínua, atividades intelectuais, trabalho e convivência social, permitindo maior adaptação às mudanças próprias do envelhecimento.
Fonte: CNN Brasil Saúde
