04 de agosto de 2026 (Bibliomed). Um novo estudo conduzido na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, apontou que dietas ricas em gordura podem piorar o prognóstico de pacientes com câncer.
Os pesquisadores cultivaram tumores em modelo tridimensional para avaliar a resposta do câncer de mama triplo‑negativo – tipo que não reage às terapias convencionais – a diferentes regimes alimentares.
Para reproduzir as condições nutricionais do organismo, injetaram nos tumores um plasma semelhante ao humano, permitindo observar a influência de cada dieta.
Quatro das dietas testadas apresentaram resultados semelhantes à dieta basal, mantendo os tumores relativamente compactos e sem alterações significativas.
Em contraste, os tumores expostos a ácidos graxos e colesterol desenvolveram pequenas projeções ocas que se estendiam para fora, característica típica de cânceres mais agressivos.
Os tumores alimentados com dietas ricas em insulina, glicerol e cetonas cresceram na mesma proporção dos de referência e não formaram cavidades invasivas.
Já os tumores submetidos a dietas ricas em gordura cresceram à taxa esperada, porém sua arquitetura mudou: as células migraram do núcleo para as bordas do tumor e houve aumento da expressão do gene MMP1, associado à degradação do colágeno.
Os autores sugerem que a ingestão elevada de gordura pode estimular a produção de MMP1, facilitando a remodelação do microambiente tumoral e favorecendo a agressividade, embora ainda não tenham comprovado relação de causa e efeito.
O estudo ressalta que os achados não podem ser generalizados para outros tipos de câncer, mas abrem caminho para investigações sobre a ligação entre dieta e prognóstico, além de apontar o MMP1 como possível alvo terapêutico.
Fonte: Terra Saúde
