Mulheres com diabetes recebem menos cuidados preventivos

Um estudo liderado pela Universidade da Califórnia em Los Angeles, nos Estados Unidos, indica que médicos tendem a oferecer menos cuidados preventivos a mulheres com diabetes do que a pacientes sem a doença.

Os pesquisadores revisaram detalhadamente mais de 40 estudos realizados em diferentes países e selecionaram 44 que abordavam serviços de saúde para mulheres de 15 a 49 anos com diabetes tipo um ou tipo 2, excluindo casos de diabetes insípido e gestacional.

A análise concentrou‑se em quatro categorias de prevenção: orientação e uso de contraceptivos, rastreamento de câncer de mama e de câncer do colo do útero, aconselhamento pré‑concepcional e rastreamento de infecções sexualmente transmissíveis.

Quanto ao uso de contraceptivos, 48% das mulheres diabéticas receberam orientação, contra 62% das mulheres sem diabetes.

Nos exames de rastreamento do câncer do colo do útero, as taxas para diabéticas variaram entre 38% e 79%, enquanto para não diabéticas ficaram entre 46% e 86%.

Para o câncer de mama, a proporção de mulheres com diabetes que foram submetidas ao rastreamento oscilou de 38% a 69%, em contraste com 54% a 82% entre as que não têm a doença.

O aconselhamento pré‑concepcional foi ainda mais escasso: pouco mais de 1% das diabéticas recebeu orientação, comparado a 46% das que planejavam engravidar.

Os autores não encontraram nenhum estudo que avaliasse o rastreamento de infecções sexualmente transmissíveis, apontando “uma lacuna substancial na literatura” e ressaltando o risco de complicações evitáveis para as mulheres com diabetes.

Fonte: Terra Saúde

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