A menopausa provoca a redução do estrogênio, o que explica ondas de calor, alterações do sono, ressecamento vaginal e variações de humor.
Entretanto, cansaço persistente, dificuldade para emagrecer, perda de força muscular, alterações de memória, indisposição e dores no corpo podem estar ligados a deficiências nutricionais, alterações metabólicas ou processos inflamatórios, exigindo investigação.
A dosagem de vitamina D, embora não seja rotineira para toda a população, torna‑se importante em mulheres com risco de deficiência, osteoporose, baixa exposição ao sol ou sintomas compatíveis, pois a vitamina D atua na saúde óssea, muscular e no sistema imunológico.
A vitamina B12 deve ser avaliada quando há fadiga, comprometimento da memória, formigamentos ou anemia. Sua deficiência prejudica o funcionamento do sistema nervoso e pode reduzir a qualidade de vida.
A ferritina mede as reservas de ferro. Mesmo após a menopausa, a deficiência de ferro pode ocorrer e contribuir para cansaço, fraqueza e queda de cabelo.
A proteína C‑reativa (PCR) é um marcador de inflamação. Associada à avaliação clínica e a outros fatores de risco, auxilia na compreensão da saúde cardiovascular e metabólica.
A insulina, analisada em conjunto com a glicemia, identifica resistência à insulina, condição frequente no envelhecimento e associada ao risco aumentado de diabetes tipo 2, síndrome metabólica e doenças cardiovasculares.
Mais importante que solicitar exames é saber interpretá‑los. Eles devem responder a perguntas específicas formuladas durante a consulta. O excesso de exames pode gerar diagnósticos equivocados, tratamentos desnecessários e ansiedade, enquanto a falta de investigação pode atrasar o diagnóstico de problemas tratáveis.
A menopausa representa uma transição natural, não uma doença. Uma avaliação ampla, que considere aspectos hormonais, metabólicos, nutricionais e cardiovasculares, permite escolher os exames realmente necessários, contribuindo para a saúde e a qualidade de vida das mulheres nessa fase.
Fonte: CNN Brasil Saúde
