Força muscular: entenda a importância dela para a saúde dos idosos

Manter a força muscular é essencial para a saúde dos idosos, pois contribui para a autonomia, diminui o risco de quedas e reduz a probabilidade de hospitalizações. Um estudo publicado em fevereiro de 2024 no JAMA (Journal of the American Medical Association) mostrou que mulheres com maior força muscular têm menor mortalidade por todas as causas.

A pesquisa acompanhou 5.472 idosas entre 63 e 99 anos durante cerca de oito anos. As participantes foram submetidas a testes de preensão manual e ao tempo de levantar da cadeira. Quem apresentou melhor desempenho teve até 33% menos risco de morte em comparação com as demais.

Em 2025, o Brasil contava 33 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o que corresponde a 16,6% da população total, segundo a PNAD Contínua do IBGE. Esse cenário reforça a necessidade de políticas voltadas ao envelhecimento saudável.

“O envelhecimento populacional nos obriga a focar a qualidade dos anos que queremos viver. A capacidade de nos mantermos ativos está diretamente ligada à saúde cardiovascular, e a preservação da força muscular é uma das principais ferramentas para manter a autonomia, a independência e a qualidade de vida na velhice”, afirmou o cardiologista Dr. Breno Giestal, do Alta Diagnósticos, da Dasa, no Rio de Janeiro.

Para garantir a precisão dos dados, todas as participantes usaram acelerômetro por sete dias seguidos, permitindo registrar tempo sentado e nível de atividade física. Mesmo após controlar sedentarismo, velocidade da caminhada e índices de inflamação, o efeito protetor da força muscular na longevidade permaneceu evidente.

Segundo o Dr. Breno Giestal, massa e função muscular são marcadores importantes da saúde geral e da proteção cardiovascular. “A força muscular é reconhecida como um indicador de saúde e longevidade. Quem a preserva costuma apresentar melhor capacidade funcional, maior independência e menor risco de complicações associadas ao envelhecimento”, explicou.

Ele acrescenta que os músculos atuam como um órgão endócrino e metabólico. “Durante exercícios de fortalecimento, o organismo libera substâncias que regulam o metabolismo, melhoram o controle da glicose e reduzem processos inflamatórios relacionados ao envelhecimento e às doenças cardiovasculares”, destacou.

A reumatologista e desintometrista óssea Dra. Laura Mendonça, da Clínica CDPI, também da Dasa, alerta que a sarcopenia – perda de massa e força muscular – e a perda mineral óssea formam uma via de mão dupla perigosa na terceira idade. Ossos fortes dependem do estímulo mecânico proporcionado por músculos vigorosos.

Ferramentas como a densitometria óssea avançada permitem analisar, além da osteoporose, a composição corporal completa – massa muscular, gordura subcutânea e visceral. Essa avaliação auxilia os médicos a recomendar atividades físicas resistidas e aeróbicas, contribuindo para a prevenção de quedas, fraturas e perda de autonomia.

Fonte: Terra Saúde

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