A polêmica envolvendo Maíra Cardi e o marido, Thiago Nigro, por consumirem refrigerante gerou reações nas redes sociais. Uma internauta resumiu a indignação ao afirmar que “não poder comer nem beber algo que gosta dentro da própria casa”.
Especialistas apontam que o principal problema do refrigerante tradicional é a alta quantidade de açúcar. Segundo a nutricionista materno‑infantil Luciana Nunes, uma lata de 350 ml contém, em média, entre 35 g e 40 g de açúcar, o equivalente a cerca de sete sachês ou oito colheres de chá.
A Organização Mundial da Saúde recomenda que o consumo de açúcares livres não ultrapasse 10% das calorias diárias, o que corresponde a aproximadamente 50 g de açúcar por dia para um adulto.
As versões “zero açúcar” substituem o açúcar por adoçantes como aspartame, sucralose, acessulfame de potássio, sacarina, ciclamato ou estévia, resultando em bebidas com pouca ou nenhuma caloria e sem adição significativa de açúcar.
A nutricionista Taynara Abreu, do Hospital Mantevida, destaca que, do ponto de vista metabólico, essas opções podem ser mais adequadas para quem precisa controlar a glicemia, como pessoas com diabetes ou que buscam reduzir a ingestão calórica.
Entretanto, a nutricionista Fabiana Ximenes, da Tivolly, alerta que, embora o refrigerante zero não eleve a glicemia imediatamente, ambos os tipos permanecem como bebidas ultraprocessadas, com baixo valor nutricional e sem benefícios à saúde.
Ela ressalta que a ausência de calorias pode ser um fator positivo para quem ainda não consegue abandonar o hábito, mas não elimina os riscos associados ao consumo frequente. Um estudo apresentado no Congresso Europeu UEG Week 2025 analisou, ao longo de cerca de 10 anos, mais de 123 mil participantes do banco de dados britânico UK Biobank que não tinham histórico de doença hepática.
Os resultados indicaram que quem consumia 250 g de adoçantes por dia apresentava risco de doença hepática de 60%, enquanto o grupo que ingeria açúcar tinha risco de 50%. Diante desses dados, especialistas recomendam a água como a melhor fonte de hidratação.
O consumo de refrigerantes, sejam eles tradicionais ou zero, deve ser ocasional, evitando excessos que possam contribuir para obesidade, diabetes tipo 2, doenças hepáticas, cáries dentárias e problemas cardiovasculares.
Fonte: Metrópoles Saúde
