Estudo revela papel da proteína Arc na propagação do Alzheimer; entenda

Um estudo publicado na revista Cell descreve o mecanismo pelo qual a proteína Arc acelera a propagação da doença. A pesquisa, coordenada por cientistas da Universidade de Utah, aponta que a tau, associada ao Alzheimer, forma emaranhados que destroem células cerebrais.

Segundo os autores, Arc age como um empacotador: cria vesículas extracelulares para transportar tau tóxico, que é liberado pelo neurônio e captado por neurônios vizinhos, contribuindo para a dispersão da doença.

Os pesquisadores sugerem que terapias com anticorpos que visam tau têm eficácia limitada porque tau estaria escondido dentro dessas vesículas, dificultando o acesso de fármacos. Ao analisar cérebros de quinze indivíduos (sete controles sem a doença, um paciente em Braak estágio 2 e sete pacientes com Alzheimer avançado Braak estágio 6, com idades entre 59 e 90 anos), foi observada a correlação entre maiores níveis de Arc nas vesículas e maior quantidade de tau tóxico.

O estudo é considerado de alta abrangência, integrando níveis molecular, celular, computacional, de organismo e validação clínica. Os autores defendem que bloquear a ação do Arc na formação das vesículas poderia interromper a progressão da doença pelo sistema nervoso, abrindo uma via terapêutica.

CNN Brasil Saúde

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