O Ministério da Saúde vai voltar a oferecer a dose de reforço contra a poliomielite para crianças de 4 anos a partir de 3 de agosto. A medida retoma uma etapa do calendário vacinal infantil que havia sido retirada em 2024.
A mudança foi oficializada em nota técnica do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Com a alteração, o esquema contra a pólio passará a ter três doses da vacina inativada poliomielite (VIP), aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de idade, além de dois reforços: um aos 15 meses e outro aos 4 anos.
Até 2024, o calendário brasileiro previa três doses da VIP e dois reforços com a vacina oral poliomielite (VOP), conhecida como gotinha. No ano passado, o país adotou um esquema exclusivamente com a vacina injetável e manteve apenas um reforço, aos 15 meses.
Agora, o segundo reforço volta a ser recomendado, também com a vacina injetável. Segundo especialistas, a dose adicional ajuda a prolongar a proteção das crianças, especialmente em um cenário de cobertura vacinal ainda abaixo da meta de 95%.
A substituição da gotinha pela vacina injetável é considerada um avanço por especialistas em imunização. A vacina oral usa vírus vivos enfraquecidos que, em situações raras, podem sofrer mutações e voltar a causar paralisia.
O Ministério da Saúde afirma que a decisão foi discutida com especialistas da Câmara Técnica Assessora em Imunizações, além de representantes do Conass, do Conasems e da Organização Pan-Americana da Saúde.
A pasta diz que a ampliação busca fortalecer a proteção da população infantil e manter o Brasil livre da circulação do poliovírus.
O último caso de poliomielite registrado no país ocorreu em 1989. Em 1994, o Brasil recebeu a certificação de área livre da circulação do poliovírus selvagem, junto com os demais países das Américas.
Crianças que perderam alguma das doses recomendadas devem atualizar a vacinação até os 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade. Quem já recebeu as três doses iniciais e o primeiro reforço deverá receber a nova dose aos 4 anos, respeitando intervalo mínimo de seis meses entre as aplicações.
Já as crianças que completaram o esquema com dois reforços anteriores serão consideradas adequadamente vacinadas e não precisarão receber doses adicionais.
Fonte: G1
