Medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras, usados inicialmente no tratamento do diabetes tipo 2 e depois popularizados para perda de peso, têm sido estudados para outras possíveis aplicações na medicina.
A classe inclui os chamados agonistas de GLP-1, como semaglutida e tirzepatida, presentes em medicamentos comercializados com nomes como Ozempic, Wegovy, Mounjaro e Zepbound.
Pesquisadores investigam se esses medicamentos podem ter efeitos além do controle glicêmico e da redução de peso. Entre as possibilidades em estudo estão benefícios relacionados à saúde cardiovascular, ao fígado e até ao tratamento de comportamentos compulsivos e dependência química.
Esse processo é conhecido como reposicionamento de medicamentos, quando uma substância já aprovada para determinada finalidade passa a ser estudada ou utilizada em outras condições de saúde.
Especialistas destacam, porém, que novos usos só devem ocorrer com base em evidências científicas e acompanhamento médico. O fato de um medicamento apresentar benefício em uma área não significa que ele possa ser usado livremente para qualquer finalidade.
A própria história da medicina registra casos de remédios que passaram a ter novas indicações após estudos clínicos, como ocorreu com anti-inflamatórios usados durante a pandemia de covid-19 e com medicamentos originalmente desenvolvidos para outras doenças.
No caso das canetas emagrecedoras, o crescimento do uso também trouxe preocupação com efeitos adversos, automedicação e utilização fora das indicações aprovadas. Médicos alertam que esses medicamentos podem provocar reações indesejadas e não devem ser usados sem orientação profissional.
Pesquisadores avaliam que os efeitos reais de longo prazo dos agonistas de GLP-1 em novas aplicações ainda dependerão de mais estudos. Até lá, a recomendação é que o uso seja feito apenas com prescrição e acompanhamento médico individualizado.
Fonte: G1
