As redes sociais estão ampliando a disseminação de desinformação sobre saúde mental, especialmente entre jovens que buscam respostas sobre ansiedade, TDAH, autismo e outros transtornos diretamente nas plataformas digitais. É o que aponta um estudo citado pela CNN Brasil nesta quinta-feira (28).
Segundo os pesquisadores, grande parte dos conteúdos publicados em redes como TikTok, Instagram, YouTube e X apresenta informações imprecisas, simplificadas ou sem respaldo científico. O problema preocupa especialistas porque muitos usuários passaram a usar as redes como uma espécie de “consultório improvisado”.
O levantamento analisou milhares de publicações relacionadas a temas como autismo, TDAH, depressão, ansiedade, esquizofrenia, transtorno bipolar e transtornos alimentares. Em alguns casos, mais da metade do conteúdo avaliado continha desinformação ou interpretações equivocadas.
De acordo com os especialistas, vídeos curtos e emocionalmente apelativos tendem a se espalhar com mais facilidade, mesmo quando apresentam diagnósticos superficiais ou orientações incorretas. Isso pode levar pessoas a acreditar que possuem transtornos sem avaliação profissional ou até abandonar tratamentos adequados.
O estudo também aponta que conteúdos sobre neurodivergência, como autismo e TDAH, estão entre os mais afetados pela desinformação nas redes sociais.
Especialistas ressaltam que as plataformas podem ser úteis para troca de experiências e apoio emocional, mas alertam que informações sobre saúde mental devem ser verificadas com profissionais qualificados.
Fonte: CNN Brasil
