A mãe das gêmeas Heloiza e Helena, de dois anos, que faleceram na fase final da cirurgia de separação realizada no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP), comentou a perda das filhas.
Claudilene Aparecida dos Santos alterou a foto do perfil no Instagram para uma ilustração de uma mulher com dois bebês alados, simbolizando anjos, e escreveu: “Filhas, minhas eternas saudades. Mamãe ama vocês duas daí do céu”.
O velório e o sepultamento de Helena e Heloiza foram realizados no domingo, 16, em São José dos Campos (SP), cidade onde a família reside.
As meninas nasceram unidas pela cabeça e, no último fim de semana, foram submetidas à quinta e última etapa do procedimento. O Hospital das Clínicas informou que o óbito foi confirmado após 15 horas de cirurgia, que contou com a participação de mais de 50 profissionais de saúde e apoio.
O plano de separação começou a ser elaborado em 2024, com a equipe médica dividindo a operação em fases para aumentar as chances de sucesso e a segurança das crianças. As quatro primeiras etapas foram concluídas sem intercorrências.
A primeira fase ocorreu em agosto de 2025, representando 25% do processo. Em novembro do mesmo ano, as gêmeas passaram por uma segunda cirurgia de dez horas. A terceira etapa, em fevereiro de 2026, avançou para 75% da separação dos cérebros e vasos sanguíneos. Em março, foi realizada a quarta cirurgia, na qual foram inseridas bolsas de expansão para gerar pele suficiente ao fechamento dos crânios.
A etapa final teve início neste fim de semana. Se concluída, teria separado completamente as irmãs, que ainda precisariam passar por reabilitação.
Trata‑se do terceiro caso de gêmeas craniópagas atendido pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, e o primeiro que terminou com o falecimento das pacientes.
Fonte: Terra Saúde
