O CEO da Casas Bahia, Renato Franklin, afirmou, na terça-feira (17), que a empresa trabalha com um cenário mais difícil para 2027 do que em 2026.
A rede entrou com pedido de recuperação judicial na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo.
Renato Franklin declarou que a companhia não conta com melhora no cenário macro e que “consideramos que 2027 será pior que 2026”.
Ele acrescentou que o endividamento continuará, que algumas alavancas que impulsionaram o consumo este ano gerarão passivo futuro e que isso pode deteriorar o cenário de crédito.
O executivo também afirmou que a Casas Bahia está cada vez mais restritiva na concessão de financiamentos aos consumidores.
Em domingo (16), o grupo comunicou que o pedido de recuperação judicial foi aprovado após reunião do Conselho de Administração na mesma data, em um contexto de deterioração das condições econômico‑financeiras, marcado por juros elevados, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre consumo e capital de giro.
No segundo trimestre de 2026, a empresa registrou prejuízo líquido de R$ 10,117 bilhões. Nos primeiros seis meses, o prejuízo totalizou R$ 11,181 bilhões, frente a R$ 963 milhões no mesmo período do ano anterior.
A Casas Bahia fechou 298 lojas como parte de seu plano de redução de despesas e diminuiu o quadro de funcionários, realizando os fechamentos em “onda única” para antecipar a possível deterioração do mercado e evitar ansiedade por novos ajustes, eliminando todas as lojas que estavam na UTI.
Em relação às parcerias com marketplaces, o presidente‑executivo disse que a companhia vai priorizar margens de lucro nos canais online e reduzir o volume de vendas nos menos rentáveis, considerando os marketplaces como “viabilizadores” do ajuste no mercado digital.
Em 2024, a empresa havia iniciado um processo de recuperação extrajudicial, que foi concluído após negociações com credores.
Fonte: Poder Economia
