A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) negou, neste sábado (7), que o quinto andar do Pronto-Socorro de Rio Branco tenha sido isolado para garantir a segurança do procurador municipal Francisco Valadares Neto, investigado por suspeita de ser o mandante do assassinato da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos.
O esclarecimento foi divulgado após a circulação de notícias na imprensa local de que uma área da unidade hospitalar teria sido reservada para proteger o investigado, que está internado na capital acreana.
Em nota assinada pelo secretário estadual de Saúde, José Bestene, a pasta afirmou que não houve isolamento especial do pavimento nem adoção de medidas diferenciadas em benefício do paciente.
“A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) esclarece que não procede a informação de que o quinto andar do Pronto-Socorro de Rio Branco tenha sido isolado para proteger um paciente específico”, informou.
A Secretaria acrescentou que os protocolos de segurança da unidade são aplicados para garantir a proteção de todos que circulam pelo hospital, incluindo pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde, sem distinção.
“Não há isolamento especial ou tratamento diferenciado. As medidas de segurança da unidade visam proteger pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde”, reforçou a pasta.
Investigação do assassinato
Francisco Valadares Neto é investigado pela Polícia Civil por suspeita de envolvimento no assassinato da ex-companheira, Elyne de Assis Nogueira, morta a tiros em 2 de novembro, enquanto estava sentada à mesa, na área externa de um gastrobar, em Brasileia, no interior do Acre.
O procurador foi hospitalizado em Rio Branco após ser encontrado inconsciente. Desde então, sua permanência na unidade de saúde passou a gerar questionamentos e manifestações públicas, em meio à repercussão do assassinato da médica.
