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Rocha diz que 3 novas exonerações de seu gabinete são ‘retaliação’ de Cameli

O vice-governador do Acre, Wherles Rocha (PSL), voltou a fazer mira contra o governador Gladson Cameli em postagem na rede social Facebook. Em postagem desta segunda-feira (21), Rocha afirmou que as três novas exonerações perpetradas contra pessoas que ocupavam cargo em comissão em seu gabinete decorreram de uma retaliação de Cameli às denúncias que vem fazendo ‘contra as práticas mais que suspeitas de corrupção no governo’.

“Lamento muito pelas pessoas que sofrem essas perseguições, perseguições estas protagonizadas por uma pessoa em quem depositamos a confiança para trabalhar diferente daquilo que víamos nos governos petistas, mas que aos poucos fomos percebendo que Gladson Cameli é a continuidade daqueles desgovernos”, disse.

Rocha disse ainda que “A caneta que hoje exonerou mais três pessoas do meu gabinete é a mesma que durante vários meses manteve nomeadas pessoas acusadas e processadas por corrupção e que usavam, inclusive, tornozeleiras eletrônicas”.

Rocha em vídeo: ‘Gladson é a continuação do petismo’/Foto: reprodução

O vice-governador disse ainda, em vídeo, que Gladson vem descartando, ao longo do tempo, as pessoas que o ajudaram a se eleger.  

Leia o post a seguir. Para ver o vídeo, acesse aqui.

O Diário Oficial trouxe na manhã de hoje, dia 21, mais três exonerações de pessoas de meu gabinete, todas em cargos em comissão baixos, a CEC-1. Essas e outras que foram exoneradas em outros momentos, todas suaram a camisa e lutaram para eleger Gladson Cameli governador do Acre. A perseguição política e a tentativa de me calar não pararam, para quem acha que isso é em virtude de uma guerra pelo poder está enganado, as exonerações que estamos tendo neste governo é a clara demonstração de retaliação frente às denúncias que venho fazendo contra as práticas mais que suspeitas de corrupção no governo e com as quais tomei a decisão de não compactuar e, mais que isso, de não me calar diante de possível crime contra a administração pública e contra o povo.

Se hoje eu quisesse gozar de espaço pago na impressa com dinheiro público do estado, eu teria, assim como ele tem. Se eu quisesse os cargos que antes eram ocupados por pessoas ligadas a mim, eu também teria; condições políticas usando a estrutura do estado, eu teria, mas isso me custaria o silêncio diante das práticas erradas deste governo, me custaria a dignidade, a honra e ver minha história política jogada na lata do lixo. Lamento muito pelas pessoas que sofrem essas perseguições, perseguições estas protagonizadas por uma pessoa em quem depositamos a confiança para trabalhar diferente daquilo que víamos nos governos petistas, mas que aos poucos fomos percebendo que Gladson Cameli é a continuidade daqueles desgovernos. Hoje, grande parte dos cargos é ocupado por aqueles a quem vencemos e não pelas pessoas que lutaram pela vitória.

A caneta que hoje exonerou mais três pessoas do meu gabinete é a mesma que durante vários meses manteve nomeadas pessoas acusadas e processadas por corrupção e que usavam, inclusive, tornozeleiras eletrônicas. A caneta Azul é a mesma que manteve em seus cargos pessoas presas nos escândalos dos sacolões, dos computadores e que atesta obras do governo para pessoas de sua família, em ações para lá de estranhas, como constatou o Ministério Público Federal (MPF) quanto as obras do Hospital de Campanha de Cruzeiro do Sul.

Se por um lado a caneta é usada como forma de punir pessoas que não compactuam com o errado, por outro é omissa quando se trata de passar a mão na cabeça daqueles que lhe servem, mesmo quando a polícia e o Ministério Público apontam indícios fortes de corrupção. A caneta que persegue é a mesma que se omite.

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