Quem é o comentarista da Jovem Pan e membro do MBL alvo de operação

Um dos alvos da Operação Poço de Lobato, deflagrada nessa quinta-feira (27/11) pelo Ministério Público paulista (MPSP) e pela Receita Federal contra um suposto esquema bilionário de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro do Grupo Refit, do empresário Ricardo Magro, Cristiano Beraldo (foto em destaque) era comentarista político da Jovem Pan e membro do Movimento Brasil Livre (MBL).

Carioca e formado em administração de empresas, Beraldo tem 48 anos, já foi filiado ao PSDB e atuou como secretário de Turismo na cidade do Rio de Janeiro em 2021, na gestão do prefeito Eduardo Paes (PSD). No ano seguinte, ele tentou se eleger deputado federal por São Paulo, concorrendo pelo União Brasil, mas não conseguiu. Procurada, a Jovem Pan não quis se manifestar sobre o caso.

Segundo o MPSP, Beraldo é suspeito de integrar um suposto esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro da Refit. A investigação apontou que ele é responsável por manter empresas offshores nos Estados Unidos, nos mesmos endereços das empresas ligadas a Ricardo Magro. Nessa quinta, um apartamento de Beraldo no Itaim Bibi, zona oeste da capital paulista, foi alvo de busca e apreensão.

Registros empresariais americanos também mostram que a esposa do dono da Refit e Beraldo aparecem como diretores de um empreendimento no mesmo local em Miami, cidade onde Magro vive nos Estados Unidos. Segundo o MPSP, Beraldo mantém cinco empresas offshores em Delaware, estado americano conhecido por ser paraíso fiscal.

Os investigadores indicam, ainda, que um depoimento de Beraldo ajudou a corroborar as provas da “confusão patrimonial” comandada por Magro para blindar o dinheiro que seria fruto de uma sonegação fiscal bilionária. O Grupo Refit deve cerca de R$ 9,6 bilhões em impostos apenas em São Paulo.

Nas redes sociais, Beraldo se define como um “brasileiro indignado”. Dois dias antes da operação da qual ele foi alvo, a Jovem Pan publicou um vídeo com uma análise de Beraldo sobre o cenário político após a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Metrópoles procurou Cristiano Beraldo para se manifestar, mas não conseguiu contato. Nas redes sociais, ele disse que foi surpreendido com a notícia de que é alvo da operação.

“Ainda estou apurando os detalhes que me dizem respeito, mas o que posso afirmar é que tenho um histórico profissional de mais de 25 anos e todas as minhas atividades sempre foram e continuam sendo lícitas. Atualmente trabalho nos EUA onde atuo integralmente em linha com a legislação local sem nada a dever às autoridades. Enquanto isso, afasto-me das minhas atividades na Jovem Pan e da militância política para focar em responder eventuais questionamentos às autoridades”, afirmou.

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