O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu, por unanimidade, afastar o promotor Tales Tranin de suas funções, conforme decisão publicada em 20 de agosto. O pedido de afastamento, cuja autoria não foi revelada, foi aprovado pelo corregedor nacional, Angelo Fabiano Farias da Costa, e pelos demais corregedores. A informação foi divulgada pelo portal Ecos da Notícia.
Além do afastamento, o CNMP determinou a instauração de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e também abriu, por unanimidade, um procedimento de remoção por interesse público.
No pedido, o autor destacou que o promotor é suspeito de envolvimento sexual com mais de 20 detentos do sistema prisional. Em alguns casos, os encontros teriam ocorrido durante inspeções em unidades prisionais, em horário de expediente, e envolveriam presos ligados a facções criminosas, supostamente mediante pagamento.
“Diante desses fatos, foi solicitado o afastamento cautelar do promotor, a avocação de sindicância e sua remoção da 4ª Promotoria Criminal de Execução Penal e Fiscalização de Presídios”, aponta o requerimento.
A defesa de Tranin alegou estar impedida de comentar o caso devido ao sigilo judicial, mas destacou que o vazamento das informações será investigado. O Ministério Público do Acre (MPAC) confirmou a existência de um pedido de autorização para a instauração de uma investigação formal, que segue em segredo de justiça.
O desembargador do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), Samoel Evangelista, autorizou o prosseguimento das investigações.