O Mapa da Segurança Pública 2026, divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), apontou que o Acre registrou o maior crescimento percentual no número de vítimas de latrocínio entre 2024 e 2025. O estado passou de uma vítima em 2024 para seis em 2025, um aumento de 500%.
O relatório ressalta que a alta variação decorre do baixo número de ocorrências no ano anterior, mas ainda assim supera os demais estados. Apenas Alagoas e Distrito Federal registraram aumento de 50%, Tocantins 33,33%, Paraíba 25%, Santa Catarina 5,88% e Pará 2,99%. Em contrapartida, 17 unidades da federação apresentaram queda no número de casos.
Em termos de taxa por 100 mil habitantes, o Acre ficou em 0,68 vítima, a segunda maior do país, atrás apenas do Maranhão (0,84) e à frente do Pará (0,79), que ocupa a terceira posição.
Na Região Norte, o total de vítimas diminuiu de 116 para 112, queda de 3,45%. O Acre, porém, seguiu em sentido oposto, concentrando o maior crescimento proporcional da região. O Pará aumentou de 67 para 69 vítimas. Amazonas, Rondônia e Roraima registraram redução. O Amapá manteve estabilidade e Tocantins subiu de seis para oito vítimas.
O levantamento também indica predominância masculina nas vítimas. No Acre, cinco dos seis casos em 2025 foram de homens e um de mulher, enquanto em 2024 havia apenas um homem. Na Região Norte, contabilizaram‑se 101 vítimas masculinas e dez femininas em 2025.
Em âmbito nacional, o Brasil contabilizou 797 vítimas de latrocínio em 2025, contra 967 em 2024, redução de 17,58%, o que equivale a duas vítimas por dia. Segundo o MJSP, esse número representa o menor registro da série histórica iniciada em 2020.
Em 2020, foram registradas 1.461 vítimas, o que significa uma queda acumulada de 45,45% nos últimos cinco anos. A taxa nacional também recuou de 0,70 para 0,37 vítima por 100 mil habitantes, redução de 47,14% desde 2020, o menor índice já observado pelo levantamento.
