Dados do Ligue 180 mostram que a maior parte dos registros de violência doméstica no Acre em 2026 está concentrada entre mulheres sem rendimento, evidenciando o impacto da vulnerabilidade econômica na ocorrência de agressões.
Entre as vítimas que informaram faixa de renda, as mulheres sem rendimento somam 345 casos, número que supera qualquer outra categoria identificada no levantamento.
A ausência de renda aparece como o principal grupo nos registros com informação sobre renda, embora o painel aponte que uma parcela considerável das ocorrências não possui esse dado preenchido.
Em seguida, o maior número de registros está entre mulheres que recebem entre meio e um salário mínimo, totalizando 203 casos.
A terceira posição corresponde às vítimas com renda entre mais de um e dois salários mínimos, que acumulam 167 registros, enquanto as que recebem até meio salário mínimo representam 132 casos.
Nas faixas de renda superiores a dois salários mínimos, os números diminuem: entre duas e cinco salários mínimos foram contabilizados 54 registros e, entre mais de cinco e dez salários mínimos, 15 registros, somando 69 casos.
Esses dados não indicam que mulheres de maior renda estejam livres da violência. Eles refletem apenas os registros classificados segundo a informação de renda disponível.
Um ponto relevante é a quantidade de registros sem informação sobre renda: em 712 casos, esse dado não foi declarado, o que representa uma parcela significativa do total.
No conjunto, o Ligue 180 registrou 1.628 ocorrências de violência no Acre em 2026, incluindo 412 denúncias e 392 protocolos de atendimento, reforçando a dimensão do problema e a necessidade de analisar os dados também à luz de fatores sociais e econômicos.
