Mordida de Formiga – Por Saul Galdino

Certa vez, ouvi um ensinamento de um preto velho que me tocou profundamente: “Se uma formiga morde seu pé de manhã, no final do dia você já esqueceu. Então por que se afligir com coisas pequenas? Por que dar mais atenção a algo que amanhã não estará mais em sua memória?”

No turbilhão do dia a dia, entre metas, prazos, trabalho, compromissos, família e amigos, acabamos nos perdendo. Nos afogamos em preocupações que, muitas vezes, não têm peso real no futuro. Deixamos que pequenos contratempos nos desviem do que realmente importa, do que de fato faz a diferença em nossas vidas.

O conselho deste sábio veio como um tapa de luva de pelica: um alerta discreto, mas certeiro. Um convite à reflexão. Será que estamos colocando nossa energia no que realmente merece nossa atenção? Será que não estamos gastando mais tempo remoendo pequenas frustrações do que investindo no que, de fato, tem valor?

A vida segue, impiedosa e veloz. Se não corrigirmos nossa rota, corremos o risco de nos perder em tempestades que nem sequer eram tempestades – apenas garoas passageiras. É preciso lembrar o que é essencial. É preciso cuidar do que faz sentido. O resto? O resto é apenas uma mordida de formiga que, no final do dia, já não terá mais importância.

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