O governador Gladson Cameli, por meio do Diário Oficial do Acre, declarou situação de emergência ambiental em resposta à drástica redução dos índices pluviométricos e dos cursos d’água, além dos prejuízos sociais e econômicos e o risco crescente de incêndios florestais em todo o estado.
A decisão do governo foi fundamentada em uma nota técnica da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, que apontou uma tendência de queda nas chuvas, aumento das temperaturas e redução da umidade relativa do ar para os próximos meses.
O Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental forneceu dados técnicos que indicam que os níveis dos rios no Acre deverão atingir marcas mínimas alarmantes, abaixo dos níveis de alerta e alerta máximo.
O decreto detalha os diversos impactos negativos esperados devido à seca extrema prevista para 2024, incluindo dificuldades na navegação e no transporte de alimentos e pessoas, além de possíveis casos de isolamento de comunidades.
Adicionalmente, o governo estadual lembrou que o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima já havia emitido, em 25 de abril de 2024, uma portaria declarando estado de emergência no Acre, em virtude do risco de incêndios florestais, entre outros fatores, durante o período de abril a novembro deste ano.