A Polícia Federal (PF) expediu 1,43 milhão de passaportes e documentos de viagem entre janeiro e junho de 2026, alta de 21% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram expedidos 1,18 milhão.
Mesmo com o aumento, o volume registrado permanece abaixo do patamar observado antes da pandemia de Covid-19, que ainda serve de referência para a demanda histórica.
O recorde de emissões para os primeiros seis meses do ano foi alcançado em 2019, segundo o Sistema Nacional de Passaportes, que acompanha a produção de passaportes comuns, de emergência, para estrangeiros e laissez-passer.
A PF divulga mensalmente esses números, permitindo o acompanhamento da evolução da demanda por documentos de viagem em todo o país.
A queda do dólar comercial, que acumulou desvalorização de 7,3% em 2026 até segunda-feira (20), costuma impulsionar a procura por passaportes.
Especialistas apontam que a emissão de passaportes funciona como indicador antecipado de tendências de turismo e de viagens internacionais, sinalizando maior mobilidade dos brasileiros.
Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) confirmam o cenário de expansão: de janeiro a maio de 2026, o Brasil registrou 54,9 milhões de passageiros em voos domésticos e internacionais, o maior volume da série histórica iniciada em 2000.
No segmento doméstico, foram transportados 42,1 milhões de passageiros — alta de 5,6% em relação aos cinco primeiros meses de 2025. Os voos internacionais movimentaram 12,8 milhões de viajantes, crescimento de 10,3%, também recorde histórico.
A economia aquecida favorece o crescimento do país, mas dificulta a missão do Banco Central de conter a inflação e reduzir a taxa de juros, ao mesmo tempo em que impulsiona a demanda por viagens e, consequentemente, a emissão de passaportes.
Fonte: Poder Economia
