O custo da cesta básica em Rio Branco subiu 2,2% entre maio e junho de 2026, colocando a capital entre as quatro cidades brasileiras com maior alta mensal nos alimentos essenciais, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Com o novo preço, um trabalhador local precisa trabalhar 95 horas e 35 minutos para adquirir a cesta, o que coloca Rio Branco na 19ª posição entre as 27 capitais no ranking de tempo necessário para a compra dos itens básicos.
O aumento registrado ficou atrás apenas de Boa Vista (3,28%) e Palmas (3,01%) e à frente de Porto Alegre (2,18%). No período, 17 capitais apresentaram alta nos preços, enquanto dez registraram queda, concentrada sobretudo na Região Nordeste.
Em nível nacional, o valor médio da cesta básica chegou a R$ 779,95 em junho, alta de 8,69% em relação ao mesmo mês de 2025. Esse montante corresponde a 52,02% do salário mínimo líquido, exigindo 105 horas e 51 minutos de trabalho para a compra.
O estudo indica que o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 8,1 mil, cerca de cinco vezes o piso vigente de R$ 1,6 mil. São Paulo tem a cesta mais cara do país, com custo de R$ 965,47 e demanda 131 horas e dois minutos de trabalho, enquanto Aracaju registra a mais barata, R$ 630,40, equivalente a 85 horas e 34 minutos.
