O Acre registrou 18 casos confirmados de meningite e três mortes provocadas pela doença entre janeiro e a primeira metade de outubro de 2026. Os números constam de boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), que recebeu 50 notificações de casos suspeitos até a semana epidemiológica 41, encerrada em 17 de outubro.
Os dados foram consolidados em 22 de outubro e indicam que a meningite por pneumococo foi a forma mais frequente da doença no estado, com oito casos confirmados. Também foram identificados três casos de meningite meningocócica, dois provocados por outras bactérias, dois de origem viral, dois classificados em outras etiologias e um causado por Haemophilus.
As três mortes ocorreram entre pacientes diagnosticados com meningite por pneumococo. Considerando todos os casos confirmados, a taxa de letalidade foi de aproximadamente 16,7%.
Municípios com registros
Rio Branco e Cruzeiro do Sul concentraram a maior parte dos casos, com seis confirmações cada. Na capital, duas pessoas morreram. Cruzeiro do Sul não registrou óbitos.
Xapuri teve dois casos confirmados, uma morte e um caso suspeito ainda sob investigação laboratorial. Feijó, Porto Acre, Porto Walter e Senador Guiomard registraram um caso confirmado cada, sem mortes.
A Sesacre informou que a conclusão das investigações pode levar até 60 dias, devido à necessidade de exames clínicos e laboratoriais.
Faixas etárias
Pessoas de 35 a 49 anos representaram o maior grupo entre os pacientes diagnosticados, com seis registros. A faixa de 50 a 64 anos teve quatro casos.
Também foram identificados dois casos em crianças menores de um ano e dois entre idosos de 65 a 79 anos. As faixas de 1 a 4 anos, 5 a 9 anos, 15 a 19 anos e 20 a 34 anos tiveram uma confirmação cada.
Todas as mortes ocorreram entre pessoas com mais de 50 anos.
Comparação com 2025
O número de notificações suspeitas permaneceu igual ao registrado no mesmo período de 2025, quando também foram contabilizadas 50 ocorrências.
Entretanto, os casos confirmados passaram de 20 para 18, enquanto as mortes caíram de seis para três. A taxa de letalidade recuou de 30% para aproximadamente 16,7%.
A Sesacre destaca a vacinação como uma das principais medidas de prevenção contra diferentes formas de meningite.
Entre os sintomas que exigem atenção estão febre alta, rigidez na nuca e dor de cabeça intensa. A orientação é procurar atendimento médico imediatamente diante de sinais suspeitos e evitar a automedicação.
