Acre contribui com ‘corredor de fumaça’ que se espalha pelo Brasil

As queimadas na Amazônia Legal em 2024 já atingem 10 estados brasileiros, e especialistas alertam que a situação pode piorar até o final de semana. A intensidade dos incêndios é um fator crucial, com mais de 22 mil focos registrados em agosto, o dobro do que foi observado no mesmo período do ano anterior.

Desde janeiro, já são mais de 64 mil focos de fogo, o maior número desde 2008. A seca, que geralmente ocorre entre agosto e outubro, chegou mais cedo este ano devido ao fenômeno El Niño, que causou um déficit hídrico significativo desde 2023, intensificando ainda mais as queimadas. As informações são do site Metrópoles.

Além da Amazônia, a fumaça das queimadas no Pantanal, no Parque Guajará-Mirim, em Rondônia, e até na Bolívia, contribuem para a formação de um “corredor de fumaça” que se espalha por estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Acre, Rondônia, oeste do Paraná, Minas Gerais, São Paulo e Amazonas.

Meteorologistas do Inpe e do Cemaden alertam que a chegada de uma frente fria no fim de semana deve espalhar ainda mais essa fumaça, agravando a situação. Com mais de mil municípios em situação de estiagem, sendo 60% deles na Amazônia, o território se torna ainda mais suscetível à propagação dos incêndios. A preocupação cresce com a possibilidade de que o período crítico de queimadas se estenda além do esperado, trazendo consequências ainda mais severas para o país.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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