O computador do advogado Francisco Valadares, apontado pela Polícia Civil como mandante do assassinato da médica Elyne de Assis, foi encontrado ligado e com páginas de pesquisas relacionadas à morte da vítima abertas. A informação foi divulgada pelo delegado Alex Dany durante coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (6), em Epitaciolândia, no interior do Acre.
De acordo com o delegado, o equipamento estava aberto quando os policiais entraram na residência para cumprir um mandado de busca e apreensão. No imóvel, também foram encontrados medicamentos e um pó com características semelhantes às da cocaína.
“Ele [o advogado] foi encontrado desacordado, numa mesa do tipo balcão americano. Encontramos remédio, substâncias semelhantes à cocaína e o computador dele aberto, com página de pesquisa sobre a morte da vítima”, afirmou Alex Dany. “Mais uma vez, a Polícia Civil é chamada a dar uma resposta à sociedade”.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o desaparecimento do celular do advogado. Segundo Alex Dany, o aparelho não foi encontrado durante as buscas.
Ele acrescentou que o investigado teria desabilitado recursos que poderiam facilitar a localização do telefone. A Polícia Civil continua realizando diligências para encontrar o aparelho.
Desacordado
Durante a coletiva, Alex Dany explicou que a primeira entrada dos agentes na residência ocorreu após a Polícia Penal identificar que a tornozeleira eletrônica utilizada pelo advogado havia deixado de registrar movimentações.
Diante da ausência de sinais, os agentes suspeitaram que ele pudesse estar em uma situação de risco, inclusive diante da possibilidade de uma tentativa de suicídio. Por isso, arrombaram o imóvel para prestar socorro.
Valadares foi encontrado desacordado sobre uma bancada.
Motivação
Embora a Polícia Civil aponte o advogado como mandante do assassinato da médica, a motivação do crime ainda não foi esclarecida.
Questionado sobre a possibilidade de o homicídio ter sido motivado por questões passionais ou por mágoas relacionadas ao antigo relacionamento entre os envolvidos, o delegado afirmou que, até o momento, não há elementos que confirmem essa hipótese.
Alex Dany também informou que os investigadores ainda não conseguiram interrogar o advogado devido à condição médica em que ele se encontra.
Enquanto aguardam a possibilidade de ouvi-lo, os policiais continuam apurando as circunstâncias do assassinato, buscando esclarecer a motivação e identificar todas as pessoas que teriam participado da intermediação entre o suposto mandante e o executor.
