O Acre registrou, entre janeiro e setembro deste ano, um saldo de 4.573 novos postos de empregos formais, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgados na quarta-feira (4).
Embora o saldo de setembro, com 235 empregos formais criados, tenha sido o menor resultado positivo do ano, o estado mantém um desempenho favorável na geração de postos de trabalho com carteira assinada. O setor de serviços liderou a criação de vagas no mês, com saldo positivo de 235 postos, seguido pelo comércio, que registrou 50 novas vagas. Em contrapartida, a construção civil e a agropecuária apresentaram retração, acumulando um saldo negativo de 165 empregos formais.
Nos últimos 12 meses, o mercado de trabalho acreano registrou intensa movimentação, com 58.686 admissões e 37.280 desligamentos, resultando em uma taxa de rotatividade de 33,47%. Isso significa que cerca de um terço dos vínculos empregatícios passou por substituições, seja por demissões seguidas de novas contratações, seja pela movimentação de profissionais entre empresas. Apesar desse movimento, o saldo positivo entre admissões e desligamentos demonstra que o estado continuou ampliando o número de empregos com carteira assinada, mantendo um estoque de 111.393 trabalhadores formais.
A governadora do Acre, Mailza Assis, destaca o compromisso de ampliar e aprimorar as ações que já apresentam resultados positivos para a população. Ela ressalta a importância de fortalecer o comércio, responsável pela maior parte da geração de emprego no estado, e de investir na produção local para abastecer o setor, agregando valor aos produtos acreanos. “Um estado economicamente forte é aquele que dá oportunidade à iniciativa privada. E, para isso, muitas vezes é preciso uma decisão política, uma decisão de governo”, observa.
Mailza enfatiza que o poder público deve criar condições para que o setor privado se desenvolva. “O Estado precisa abrir portas, desburocratizar e garantir segurança jurídica. É a iniciativa privada que gera emprego, fortalece a economia e transforma a riqueza do nosso estado em renda e segurança para a população”, afirma. A governadora também destaca a necessidade de organizar e ampliar a infraestrutura, com investimentos que melhorem a logística, o transporte e, consequentemente, o bem-estar das famílias.
A gestora explica que o governo já possui estudos sobre as potencialidades de cada região, identificando setores com maior capacidade de crescimento e exploração sustentável. Segundo ela, os empresários conhecem essas oportunidades, e o papel do Estado é facilitar o caminho. “O que couber ao Estado, nós vamos fazer. Precisamos garantir infraestrutura — estradas, energia, internet e capacitação de mão de obra — para que as empresas tenham condições de se instalar e se fortalecer”, conclui, frisando que o fortalecimento da produção local e das vocações regionais é essencial para impulsionar o desenvolvimento econômico do Acre.
