O ex-marido do galerista norte-americano Brent Sikkema, Daniel Sikkema, foi condenado à prisão perpétua pela Justiça dos Estados Unidos, em decisão divulgada nesta semana. Daniel, de 56 anos, já havia sido considerado culpado em 22 de maio deste ano, após julgamento por um júri popular, por assassinato por aluguel, conspiração para cometer assassinato por aluguel e conspiração para cometer assassinato em um país estrangeiro.
Segundo o procurador dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York, Jamie Mc Donald, a sentença de prisão perpétua “responsabiliza Daniel Sikkema por um plano de assassinato por aluguel frio e calculado”. As investigações revelaram que Daniel, que estava em processo de separação de Brent, planejou a morte do ex-marido com a ajuda de um matador de aluguel. Brent era dono de uma famosa galeria de arte em Manhattan, Nova York, e costumava passar temporadas em uma residência que possuía no Rio de Janeiro, no Brasil.
A polícia identificou que Daniel Sikkema, cidadão com nacionalidade estadunidense e cubana, fez 11 pagamentos para Alejandro Prevez, um cubano responsável pela execução de Brent. Daniel teria ocultado a fonte de cada um desses pagamentos usando as identidades de amigos, funcionários e familiares. Brent foi morto a facadas em 14 de janeiro de 2024. Minutos depois do assassinato, Prevez ligou para Daniel através de um número de telefone secreto. Em seguida, Daniel enviou um pagamento de US$ 5 mil ao cubano, com a promessa de quantias adicionais.
“Durante meses, o réu manipulou amigos, familiares e funcionários para executar um assassinato impulsionado pela ganância. Suas ações demonstraram um profundo desrespeito pela vida humana e pelo Estado de Direito. Esta sentença reflete a gravidade do crime e a força e a perseverança da comunidade da vítima e de nossos parceiros de aplicação da lei”, declarou o procurador Jamie Mc Donald na sentença.
Prevez, o executor do assassinato, foi preso pela polícia brasileira ainda em 2024, dias após o crime. Seu processo criminal ainda está pendente de julgamento na Justiça brasileira.
Fonte: Terra Brasil
