A Polícia Militar do Acre (PMAC) divulgou uma nota para esclarecer o funcionamento dos mecanismos de proteção destinados a mulheres vítimas de violência doméstica no estado, após o assassinato da médica Elyne de Assis Nogueira, em Brasiléia, na última segunda-feira (2). Segundo a corporação, existem dois sistemas disponíveis: o aplicativo Mulher Segura e o Botão do Pânico. Embora ambos sejam voltados à proteção das vítimas, funcionam de maneiras diferentes.
O mecanismo utilizado na morte da médica era o Botão do Pânico, integrado à tornozeleira eletrônica do agressor. O dispositivo possui um perímetro de segurança e emite automaticamente um alerta quando o homem ultrapassa a distância mínima estabelecida. A notificação é encaminhada à Polícia Penal e ao celular da mulher protegida. Diferentemente desse sistema, o aplicativo Mulher Segura depende de uma ação da própria vítima: ao identificar a presença do agressor, ela precisa solicitar ajuda pelo celular.
Nesse caso, o pedido é enviado diretamente ao Centro Integrado de Operações Policiais (Copom), que recebe a ocorrência com prioridade e pode encaminhar uma equipe ao endereço indicado pelo sistema de georreferenciamento. A PMAC afirmou que não houve acionamento da corporação pelo telefone de emergência 190.
