O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (MDB), reconheceu a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e criticou a campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que pediu a anulação das eleições por conta da prorrogação do horário de votação determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF.
Tarcísio de Freitas criticou a decisão de Zanin.
MDB e Republicanos reconheceram o resultado, enquanto outros aliados de Flávio Bolsonaro não se manifestaram.
O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (MDB), reconheceu a vitória do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e criticou a postura da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que pediu a anulação das eleições por conta da decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, de prorrogar o horário de votação.
Ao Estadão, Ramuth lembrou que o próprio PL havia solicitado a ampliação do horário e afirmou que eventuais questionamentos sobre a medida deveriam ter sido feitos antes da apuração, e não após a confirmação do resultado.
“Causou estranheza o próprio PL ter solicitado a prorrogação da votação, ainda que em locais específicos. Além disso, o total de votos registrados após as 17 horas em todo o País foi insignificante diante da diferença entre os candidatos. Se havia alguma dúvida quanto a essa prorrogação, o mais coerente seria tê-la questionado antes da apuração dos votos, e não somente após a confirmação do resultado”, afirmou o vice de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Ramuth ainda afirmou confiar “plenamente” no processo eleitoral brasileiro:
“Trabalhamos para oferecer ao Brasil uma mudança que consideramos necessária, mas a maioria dos eleitores escolheu outro caminho, e respeito o resultado das urnas.”
Tarcísio ainda não se manifestou após o resultado. Ao chegar a Brasília para acompanhar a apuração ao lado de Flávio no domingo, 25, o governador criticou a decisão de Zanin por ter sido distribuída sem sorteio e por ter passado “por cima” da autoridade do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“O Judiciário mergulhou o Brasil numa crise institucional sem precedentes, escrevendo um novo capítulo dessa crise. Estão tumultuando a eleição, que era para ser tranquila”, disse Tarcísio.
Ele pontuou que a ordem foi dada “um ou dois minutos” antes do horário previsto para o fechamento das urnas, o que tornou impossível comunicar os cartórios eleitorais a tempo.
A decisão de Zanin foi tomada às 17h01, um minuto depois da hora programada para encerrar a votação. Depois, o ministro esclareceu que a prorrogação era válida apenas para as seções eleitorais onde as urnas não haviam sido encerradas.
Outros governadores eleitos com o apoio de Flávio também não se posicionaram até o momento sobre o resultado eleitoral e o pedido de anulação do segundo turno. É o caso de Douglas Ruas (PL), no Rio de Janeiro, e Cleitinho Azevedo (Republicanos), em Minas Gerais.
Governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), escreveu nas redes sociais que a maioria dos eleitores paranaenses se posicionou contra Lula.
“Apesar disso, o resultado da eleição presidencial não foi o esperado. Há questionamentos da oposição que precisam ser esclarecidos. Seguiremos firmes na defesa do Brasil, dos nossos valores e da liberdade, independentemente de quem for o presidente”, declarou.
O MDB, partido de Ramuth e do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, reconheceu o resultado ainda na noite de domingo, 25, e parabenizou Lula pela reeleição, afirmando que a vontade popular se fez soberana.
O prefeito da capital paulista não havia se manifestado até a manhã desta segunda-feira, 26.
O deputado federal Marcos Pereira (SP), dirigente nacional do Republicanos, também se manifestou sobre o resultado nas redes.
“Parabenizo o presidente Lula pela reeleição. O novo mandato traz a responsabilidade de governar para todos os brasileiros, inclusive os que votaram em Flávio Bolsonaro, com respeito às diferenças e diálogo com o Congresso Nacional. É o que esperamos em favor do Brasil”, escreveu Pereira.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), tratou o processo como encerrado em nota divulgada na manhã desta segunda-feira, 26: a esperança é que o novo governo acerte e recupere a economia, elevando a qualidade de vida da população e conduzindo a nação com harmonia.
Fonte: Estadão Política
