O Acre registrou 361 desaparecimentos entre janeiro e setembro de 2026, dos quais 108 envolveram crianças e adolescentes de até 17 anos. Os dados são do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O levantamento revela uma média de 1,3 desaparecimento por dia no estado durante os nove primeiros meses do ano. Crianças e adolescentes representam aproximadamente 30% dos registros, enquanto 232 ocorrências envolveram pessoas com 18 anos ou mais. Em outros 21 casos, a idade não foi informada.

Segundo os números divulgados pelo painel de Pessoas Desaparecidas e Localizadas, a taxa apresentada para o Acre em 2026 é de 54,22 ocorrências por 100 mil habitantes.

Registros por mês

Abril foi o mês com maior número de desaparecimentos, com 48 ocorrências, seguido de agosto, com 47, e maio, com 44.

O ano começou com 33 registros em janeiro, número que subiu para 43 em fevereiro. Março contabilizou 36 casos. Depois do pico de abril, foram registrados 44 desaparecimentos em maio, 36 em junho, 41 em julho, 47 em agosto e 33 em setembro.

Perfil dos desaparecidos

Os homens representam a maioria das pessoas registradas como desaparecidas no Acre. Foram 212 ocorrências envolvendo pessoas do sexo masculino, equivalentes a 58,7% do total.

As mulheres aparecem em 130 registros, enquanto outros 19 não apresentam identificação do sexo.

Entre os 361 casos, 232 envolvem adultos, 108 correspondem a crianças e adolescentes e 21 não possuem informação sobre a faixa etária.

Comparação regional

Na região Norte, o Acre apresenta o menor número absoluto de desaparecimentos entre os sete estados, conforme os dados referentes ao período de janeiro a setembro.

O Pará lidera em quantidade de registros, com 1.176 casos, seguido do Amazonas, com 827, Rondônia, com 705, Tocantins, com 459, e Amapá, com 422. Roraima contabiliza 373 desaparecimentos, 12 a mais que o Acre.

Os números representam ocorrências registradas no período e não significam que todas essas pessoas continuem desaparecidas. O Sinesp também acompanha informações sobre localização de pessoas, indicador que deve ser consultado separadamente para determinar quantos casos foram solucionados.

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