Abstenção pode decidir disputa, mas Flávio segue favorito, diz CEO da Indexa

A mobilização de eleitores que não votaram no primeiro turno pode decidir a disputa presidencial, avalia o CEO da Indexa, Arilton Freres. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) depende mais desse público do que o senador Flávio Bolsonaro (PL), o que ajuda a sustentar o favoritismo do adversário, apesar de a eleição continuar aberta.

A pesquisa Indexa/Broadcast, divulgada nesta quinta-feira (22), 22, mostra Flávio com 45,2% das intenções de voto, ante 44,1% de Lula. Na rodada anterior, tinham 43,6% e 42,1%, respectivamente. Nos votos válidos, são 50,6% a 49,4%.

“Ele precisa mais desse eleitor do que o Flávio”, afirmou Freres, sobre Lula. “É um eleitor difícil de levar para a urna”, acrescentou.

A parcela dos entrevistados que dizem que não iriam votar recuou de 8% para 4,8%. Freres ressalta, porém, que a mobilização beneficia os dois candidatos. Enquanto o antibolsonarismo estimula eleitores mais à esquerda, a movimentação petista também incentiva o eleitor antipetista a comparecer às urnas para impedir a vitória de Lula.

“Então, isso faz com que a participação aumente, o não voto diminua, os dois cresçam”, disse. Na avaliação dele, vencerá quem conseguir avançar mais nesse movimento, ainda que por uma diferença pequena.

O espaço para mudanças é limitado: 89,8% afirmam que o voto está definido e 7,3% dizem que ainda podem mudar. Entre os eleitores de Flávio, 95% consideram a decisão definitiva, ante 93% dos de Lula. Para Freres, há poucos votos disponíveis, e as oscilações ocorrem “no detalhe”, dentro da margem de erro.

Apesar do equilíbrio, ele considera que a dianteira de Flávio na maior parte das pesquisas favorece o senador. “Eu acho que está aberto, mas ele é o favorito”, afirmou.

Freres avalia que o engajamento neste segundo turno pode superar o de 2022, com forte presença das campanhas nas ruas e no ambiente digital. A discussão sobre a abertura de sigilos, o debate de sexta-feira na TV Globo e a mobilização da militância petista ainda podem alterar o quadro. “Qualquer movimento pode ter impacto”, disse.

A pesquisa Indexa/Broadcast ouviu 2.000 eleitores por meio de entrevistas individuais por telefone, entre 20 e 21 de outubro de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02348/2026.

Fonte: Estadão Política

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