Pretos ou pardos correspondem a 67% dos trabalhadores infantis, e os homens representam 65,4% desse grupo.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que, em 2025, o Brasil registrou 1,499 milhão de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, o que equivale a 4% da população de 5 a 17 anos. Em 2024 o número era de 1,65 milhão.
A queda corresponde a 151 mil jovens a menos, ou 9,2% em relação ao ano anterior, tornando 2025 o ano com menor percentual de trabalho infantil na série histórica, com taxa de 4% contra 4,3% em 2024 e 4,2% em 2023.
Do total, 1,141 milhão realizavam atividades econômicas e 358 mil produziam apenas para consumo próprio, segundo o módulo experimental de Trabalho de Crianças e Adolescentes de 5 a 17 anos da PNAD Contínua, divulgado nesta sexta-feira (16).
Em termos de cor ou raça, 67% dos menores em trabalho infantil são pretos ou pardos, enquanto brancos somam 32%.
Quanto ao gênero, 65,4% são homens e 34,6% são mulheres.
A renda média dos trabalhadores infantis foi de R$ 967. Os homens ganharam em média R$ 1.006, as mulheres R$ 782. Entre pretos ou pardos a média foi R$ 925, enquanto entre brancos foi R$ 964.
Nas regiões, Nordeste e Centro‑Oeste registraram as maiores reduções em relação a 2022, com quedas de 29,2% e 20,5%, respectivamente.
O IBGE também apontou que cerca de 13,1 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos viviam em domicílios beneficiados pelo Bolsa Família em 2025, representando 34,7% desse grupo etário.
Fonte: Metrópoles Brasil
