A bebê de nove meses desapareceu em 24 de setembro, em zona rural de Manoel Urbano, no interior do Acre. O tio da criança foi preso preventivamente sob suspeita de tê‑la levado sob efeito de entorpecentes, enquanto a mãe responde por abandono de incapaz.
Vinte dias depois, nesta terça‑feira, 13 de outubro, ainda não há informações sobre a localização da menor. Em contato com a Gazeta, a Polícia Civil do Acre informou que o inquérito permanece ativo, porém não foram obtidos novos elementos probatórios.
As investigações apontam o tio como principal suspeito. Ele foi detido e declarou aos investigadores que, no momento do fato, encontrava‑se sob efeito de drogas, afirmando não lembrar o trajeto percorrido nem o local exato onde teria deixado a criança na mata.
A mãe da bebê prestou depoimento um dia após o desaparecimento e foi presa em 27 de setembro, acusada de abandono de incapaz, por ter deixado a casa para consumir bebidas alcoólicas enquanto a filha permanecia no imóvel.
As buscas foram iniciadas em 25 de setembro, com a participação de equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC), da Polícia Civil, da Polícia Militar, de cães farejadores e de voluntários da comunidade local.
Durante cinco dias consecutivos, de 25 a 29 de setembro, os bombeiros percorreram cerca de 401 quilômetros, cobrindo um perímetro superior a 3,1 milhões de metros quadrados na zona rural, mas não encontraram vestígios da bebê.
Em 28 de setembro, atendendo a pedido do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), a Vara Única da Comarca de Manoel Urbano determinou a continuidade das investigações pelas forças de segurança e pelo Conselho Tutelar, além de estabelecer medidas protetivas para os dois irmãos da vítima: a criança de dois anos e dez meses foi incluída no acompanhamento direto da rede socioassistencial municipal, e o filho de seis anos ficou sob guarda temporária de um familiar, com supervisão técnica dos órgãos competentes.
O processo tramita em segredo de Justiça no MPAC. A Polícia Civil reforça que qualquer informação concreta pode ser repassada de forma anônima pelos canais formais da segurança pública, pelo Disque‑Denúncia (181) ou pelo telefone 190.
