Após visitar o pai, o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou que votará no Senado a favor do fim da escala 6 × 1, proposta do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“A maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da escala 6 × 1. Então, eu vou votar a favor do fim da 6 × 1. Só que a gente defende algo ainda melhor”, declarou o senador.
A visita ocorreu 12 dias antes das eleições presidenciais, na terça-feira (13), no condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico. Flávio chegou à residência do pai por volta das 9h45. Jair Bolsonaro cumpre pena em regime domiciliar após ser condenado a 27 anos e 3 meses por liderar a trama golpista.
O retorno das visitas foi permitido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que encerrou o veto de 90 dias no domingo (11). O magistrado afirmou que não surgiram novos fatos que justificassem a prorrogação da medida.
Na segunda-feira (12), Flávio Bolsonaro, em coletiva após cerimônia em homenagem ao Dia da Padroeira, manifestou ansiedade por ver o pai e criticou a restrição imposta pelo STF, dizendo que a separação era “o mais grave” e que queria saber como estava o rosto e o ânimo do ex‑presidente.
A restrição havia sido imposta depois que Jair Bolsonaro descumpriu medidas cautelares do STF, que o proibiu de divulgar manifestos ou mensagens de conteúdo político eleitoral, mesmo por intermédio de terceiros. A medida foi adotada após Flávio publicar nas redes sociais uma carta escrita pelo pai.
Moraes manteve a proibição de manifestações políticas, mas liberou a visita de Flávio nesta segunda-feira, revogando o veto de 90 dias apenas para o encontro familiar.
Após o encontro, o senador seguiu para São Paulo para participar de reunião com o MDB e, em seguida, do Grande Encontro do Associativismo, ao lado da coordenadora econômica de sua campanha, Daniella Marques.
Na semana anterior, Flávio Bolsonaro conversou com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, para acertar o anúncio de apoio de diretórios regionais da sigla. Ele ampliou as alianças para 25 de outubro, contando com o apoio de União Brasil, Podemos, PP, Republicanos e Novo.
Fonte: Metrópoles Brasil
