Preços do petróleo sobem com guerra da Ucrânia no radar

Preços do petróleo avançam nesta segunda-feira (12), com os mercados digerindo falas de Donald Trump de que Rússia e Ucrânia teriam concordado em interromper ataques a instalações energéticas, embora Kiev afirme que Moscou violou o acordo.

Mais cedo, o Kremlin rejeitou a proposta de cessar-fogo de 60 dias apresentada pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que visava permitir eleições presidenciais, alegando buscar um acordo de paz mais amplo.

Simultaneamente, notícias de novos ataques dos Houthis na Arábia Saudita impediram uma queda maior nos preços, mantendo a cotação acima de US$ 100 o barril.

Por volta de 8h40, o Brent, referência do mercado internacional, subia cerca de 1,2%, negociado a US$ 106.

O WTI, padrão nos EUA, valorizava 1,2%, a US$ 93 o barril.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no domingo (11) que Ucrânia e Rússia teriam concordado com o que chamou de “cessar-fogo energético”.

“Com efeito imediato, está em vigor um cessar-fogo energético na guerra entre a Rússia e a Ucrânia. As duas partes concordaram. Não o violem!”, afirmou Trump em publicação nas redes sociais, sem dar mais detalhes.

Nesta segunda, porém, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de violar o cessar-fogo, após um ataque contra uma usina termelétrica na cidade ucraniana de Kharkiv.

Zelensky pediu que Washington garantisse o cumprimento de qualquer acordo por Moscou.

Os mercados também acompanham o acordo dos EUA para a compra de diesel da Rússia, anunciado por Trump na sexta-feira (9) para tentar conter a alta dos preços dos combustíveis.

Segundo o presidente norte-americano, o contrato prevê fornecimento imediato de mais de 300 mil toneladas de diesel ao mercado norte-americano e internacional.

Em publicação na Truth Social, Trump afirmou que a Rússia entregará mais 3 milhões de toneladas do combustível em um curto período, a depender das condições de suas refinarias.

No sábado (10), os rebeldes iemenitas Houthis atacaram com mísseis a capital da Arábia Saudita, Riade.

A agressão deixou ao menos 12 mortos e mais de 300 feridos, informou a Autoridade de Aviação Civil do reino.

Entre os mortos estão quatro sauditas, dois cidadãos de Bangladesh e uma pessoa de cada um dos seguintes países: EUA, Jordânia, Palestina, Síria, Sudão e Egito, informou a autoridade de aviação civil saudita.

O ministro da Energia da Arábia Saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, afirmou nesta segunda-feira (12) que o país precisa dar uma resposta “igualmente séria” aos ataques recentes contra o reino.

A declaração ocorre em meio à intensificação das ofensivas dos Houthis, do Iêmen, que deixaram mais de 15 mortos na Arábia Saudita em duas semanas.

“Os acontecimentos das últimas semanas são sérios. Nossa resposta deve ser igualmente séria”, declarou o ministro durante a cerimônia de abertura do 25º Congresso Mundial de Energia (WPC), em Riade.

Fonte: CNN Brasil Economia

Gostou deste artigo?

Facebook
Twitter
Linkedin
WhatsApp

© COPYRIGHT O ACRE AGORA.COM – TODOS OS DIREITOS RESERVADOS. SITE DESENVOLVIDO POR R&D – DESIGN GRÁFICO E WEB